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Feia - Livro



Entreguei a minha fotografia tirada na escola, para a minha mãe.  Ela olhava da fotografia para mim.  De mim para a fotografia.  Então disse: "Meu Deus, como ela pode ser tão feia. Feia. Feia."


Achou muito pesado?  Isso foi pouco diante do que Constance "Claire" Briscoe ouviu de sua mãe na sua infância.

Esse é o tipo de livro que você começa a ler e não para enquanto não acaba. Fui capturada pela capa, claro, e assim que li o prefácio, não tive como não levá-lo e quero indicá-lo como leitura.  Não é uma leitura agradável, fácil, no sentido de ser palatável, porque a história verdadeira de Constance "Claire" Briscoe é crua demais, mas nem por isso não recomendável, pelo contrário.

Não sei exatamente o que levava sua mãe a agir como agia, da forma mais sádica possível, ao violentar física, verbal e moralmente sua filha, porque nada justifica suas atitudes, que são inadequadas até para um animal, quiçá para uma criança, filha ou não, o que só prova que nem todas as mulheres nasceram para a maternidade.

Porém, ao contrário do que se pensa, Constance Briscoe não se vitimou e se autopiedou.  Ela "cresceu e apareceu", tornou-se juíza e uma das primeiras mulheres negras a presidir a sessão de um tribunal no Reino Unido.

Encontrei também uma entrevista que a autora deu à Istoé, algum tempo passado, abaixo.  Interessante é que ela define sua mãe também, como "tóxica", assunto abordado neste livro.



Constance Briscoe

"Acredito que sou ótima mãe"
Juíza inglesa conta em entrevista à ISTOÉ os motivos que a levaram a escrever o livro em que narra as agressões físicas e psicológicas que sofreu da própria mãe
 Suzane G. Frutuoso

Confira abaixo a entrevista com a inglesa Constance Briscoe, de 52 anos, autora de "Feia - a história real de uma infância sem amor” (Ed. Bertrand). Após o lançamento do livro, a mãe da escritora, Carmen, tentou processá-la por causa da obra. Perdeu. 

Istoé - Por que a senhora resolveu falar abertamente  sobre os abusos sofridos na sua infância?
Constance Briscoe - Sempre pensei em escrever sobre minha história.  A primeira vez que fiz isso foi quando meu filho mais velho nasceu, em 1987.   Mas nunca passei do primeiro capítulo. Na época, resolvi apenas tocar a vida. Depois, escrevi porque gostaria que meus filhos conhecessem mais sobre minha luta e que eu não tinha vergonha do meu passado. Ao mesmo tempo, não desejava criá-los sob o estigma de uma mãe que sofreu abusos. Eles nunca poderão dizer que falharam na vida porque a mãe deles teve uma vida difícil.

Istoé - Quantos anos a senhora ficou sem falar com sua mãe?
Constance -Quando ingressei na universidade foi a última vez que falei com minha mãe, em 1979. Sem contar nosso encontro no tribunal, a vi em três ocasiões. Uma delas era o funeral do meu pai. Em nenhuma das vezes falei com ela.

Istoé - Qual foi o maior trauma para a senhora?
Constance - Eu não diria que ainda carrego traumas. Acredito que minha mãe é algo tão distante do meu passado que dificilmente me lembro do impacto que ela causou na minha vida. Mas minha maior dor era nunca ter vivido num lar decente. E saber que eu poderia ser uma péssima mãe no futuro como ela foi. Na verdade, não acredito que possa existir alguém pior do que minha mãe.


Istoé - A senhora se submeteu a algumas cirurgias plásticas. Por quê?
Constance - Tive algumas dificuldades para aceitar minha aparência, provavelmente por causa dos  problemas com minha mãe. Eu mudei o nariz, a boca, os olhos e os pés.


Istoé - A senhora definiria sua mãe como tóxica?
Constance -Se isso significa ser incapaz de educar os filhos e fazer do lar um ambiente destrutivo, transformando a infância num período de medo, com certeza minha mãe é tóxica.


Istoé - Acredita que cortar relações com pais abusivos é a melhor solução?
Constance - Uma das razões pelas quais me tornei bem-sucedida é justamente ter saído daquele ambiente ruim bem cedo. Alguns de meus irmãos e irmãs, que permaneceram na casa da minha família, não se realizaram como poderiam. Há muitos casos de crianças que quando adultos venceram na vida porque foram retiradas de ambientes negativos o quanto antes. É um erro acreditar que o fato de uma mulher dar a luz faz dela naturalmente uma boa mãe.


Istoé - Como a senhora se sentiu quando soube que sua mãe estava a processando por causa do livro?
Constance -Assim que minha mãe descobriu que eu publicaria o livro sobre minha infância, ela tentou me impedir. Foi aos jornais dizendo que eu era uma mentirosa e que estava sendo vítima de uma maldade. Disse também que meu padrasto nunca havia encostado um dedo em mim, o que era mentira. Mas fiquei mesmo decepcionada foi com meus irmãos, que confirmaram o que minha mãe dizia. Isso porque uma das coisas que descobri, durante o julgamento, foi que ela abusou de outros filhos depois de mim. Arquivos do serviço social de Londres provam que minha mãe tentou colocar uma das minhas irmãs em um canil! Alegou que a menina era um cão! Como não conseguiu, botou minha irmã para fora de casa. No julgamento, ela negou. Mas os arquivos comprovaram.
 
Istoé - O que seus filhos dizem sobre sua história?

Constance  - Eles compreendem. Agora, eles sabem os detalhes e têm um enorme orgulho e respeito por mim. A mãe deles, que veio do nada, começou do zero e venceu, é uma inspiração.

Istoé  - Como é para a senhora ser mãe hoje?
Constance  - Acredito que sou ótima mãe. Nunca bati nos meus filhos. Eles cresceram com espaço e apoio para se tornarem as pessoas que desejam ser.


Istoé  - Por que escolheu ser juíza?
Constance  - Porque quero julgar as pessoas de maneira justa, sem preconceito.


Livro: Feia
Autora: Constance Briscoe
Editora: Bertrand Brasil
361 páginas

Mentes Perigosas nas ESCOLAS - Bullying - Livro



"Aquele aluno gordinho ou muito magro, alto ou baixo demais, tímido, nerd, frágil, ou qualquer outro que fuja do padrão estético ou comportamental imposto por determinado grupo, costuma ser alvo de violência escolar.  Os agressores não perdoam.  Eles humilham, maltratam e intimidam seus colegas na sala de aula, no recreio e até do lado de fora dos muros da escola, transformando a vida de muitos estudantes num verdadeiro tormento."


Apesar do assunto ser de extrema importância nos nossos dias, visto a incidência cada vez maior de pessoas que matam e se matam por terem sido vítimas de bullying na escola, achei a abordagem do livro bastamte rasa.  Uma coisa, porém, me chamou a atenção na maioria dos relatos de quem spassou por este problema: a omissão da própria escola.

Sim, em vários casos provados e comprovados de bullying, a escola foi omissa de forma a não estabelecer diretrizes que tratem desse problema como um desvio de caráter e até como crime.  Na maioria das vezes, foi a criança quem teve que ir para outra escola, o que sempre ocasiona algum tipo de impacto na sua família.  Ou seja, quem teve que mudar foi a criança, não a escola. 


Talvez seja o fato de que muitas dessas instituições têm o aluno como cliente e não como estudante e pessoa em formação seja a justificativa para que elas não desenvolvam um plano de combate ao bullying, deixando esse assunto para ser resolvido pelos pais, que muitas vezes só despertam sua atenção para esse problema quando o estrago já foi feito. 

Por outro lado, o que também me chamou a atenção foi que muitos dos bullies (os causadores das perseguições) geralmente são crianças ou jovens que tiveram pouco ou nenhum limite imposto pelos seus pais, crescendo sem noção de consequência dos seus atos.

O livro descreve alguns aspectos apresentados por crianças que sofrem bullying na escola: faltas às aulas, queda do rendimento escolar, que leva à baixa das notas, introspecção, isolamento, pânico e até casos extremos, como suicídios e homicídios seguidos de suicídios, além de relatos de algumas pessoas famosas que superaram o bullying escolar e se tornaram notáveis, como Michael Phelps, Steven Spielberg e Bill Clinton.


Autora: Ana Beatriz Barbosa Silva
Editora: Fontanar
187 páginas

Bienal do Livro 2013

A primeira - e a última - vez em que fui à Bienal do Livro deve ter sido há uns 10 anos.  Junto com minha amiga Denise, resolvemos participar do evento que, à época, não era tão badalado assim.  Em 1 década, porém, muita coisa muda, como a gente sabe, e aquilo que antes era pequeno ou até passava meio despercebido pode se transformar em um evento de proporções apocalípticas.



Este ano bati o pé para levar Davi à Bienal, a fim de que o moleque já se habitue ao universo da leitura.  Quer dizer, não é necessário levá-lo a uma feira de livros que acontece a cada 2 anos, já que eu leio para ele todas as noites antes de ele ir dormir, obedecendo àquela clássica rotina "conta outra vez" ou "de novo" a cada final da história.  E, como a grande maioria das crianças, Davi cisma com uma história a tal ponto de eu contá-la por meses a fio, até eu quase cair de sono.

Em se tratando do penúltimo dia, achei que não haveria tanta gente no local do evento.  Engano dos grandes.  O Riocentro estava abarrotado de gente, de todas as formas e tamanhos, nos mais diversos tipos de estandes.  Como diria o Luciano Huck, "loucura, loucura, loucura".

Transporte
Havia 2 linhas de ônibus que passavam pertinho de casa, porém, eles já vinham bem cheios.  Ir de carro não era o mais recomendável, já que temos uma obra no meio do caminho e o estacionamento custava R$ 18,00, um absurdo.  Tivemos muita sorte tanto na ida quanto na volta.  Na ida, estávamos num ônibus master cheio até que emparelhou outro, vazio, com ar condicionado.  Pulamos para esse e fomos confortavelmente.  Na volta, tivemos que pegar o outro ônibus "na unha" porque "bagunça" foi o outro nome para transporte para a Bienal.

Ingressos
A entrada inteira custou R$ 14,00, sendo que a meia entrada se encaixava em vários requisitos, entre eles, a criança ter menos de 1 metro de altura, por exemplo.  Como Davi tem mais que 1 metro de altura, compramos a meia entrada para ele, porém, na hora.... ele não precisou pagar porque.... não sei. Compramos com antecedência, durante a semana, pois eu soube que as filas das bilheterias estavam imensas. Só tivemos a ideia de termos podido vender a entrada do Davi... depois que entramos.  Agradeceria imensamente se, na próxima vez, as informações fossem bem mais claras.  Mas, tudo bem.

Preço dos Livros
Como entramos já no pavilhão onde só havia literatura infantil, achei os preços muito bons.  É aquele negócio: diante de tanta oferta, a gente fica meio tonta, com vontade de sair comprando geral.  Aí, é hora de respirar fundo e primeiro ver o que a criança quer para depois começar a analisar o que realmente vale a pena comprar.




No caso do Davi, que não é lá muito chegado em multidões e já estava com sono, pegamos um livrão com desenhos de dinossauros para colorir e aí ele não quis mais nada.  Como eu conheço a peça, não dei muita confiança e fomos adiante.



Havia livros a partir de R$ 3,00 e outros com o valor de livraria comum.  Comprei esses livrinhos que são bem básicos e que emitem o som do animal da história e que custaram R$ 5,00 cada.  Achei que foi um bom investimento e pretendo usá-los em doses homeopáticas porque, como disse, não adianta ler vários livros porque o Davi vai cismar com apenas uma história até se interessar por outra.



Comprei também esse, que é uma espécie de almanaque, com várias atividades  que vão desde ligar os pontos a encontrar os erros.  São 365 atividades, 1 para cada dia do ano, para variadas idades, então, achei também válida essa aquisição, porque creio que ele vá durar um bom tempo.



Este livro foi o próprio Davi quem escolheu, não pela história em si mas pelo binóculo que vem junto e que faz parte das histórias. A felicidade estampada no seu sorriso espontâneo para tirar fotos é realmente  contagiante - só que não.





Como o homenageado da Bienal deste ano era o Ziraldo, havia, óbvio, uma fila monstro para autógrafos, que durava em torno de ums 3 horas.  Bem que eu gostaria de ter também o seu autógrafo, porém, não quis submeter Davi a uma demora tão longa e depois... os livros dele estavam bem caros!  E aí eu pergunto: se os livros do homenageado - e é uma montanha de títulos - serão vendidos feito água no deserto exatamente por causa do interesse em se posar ao lado do autor e receber um autógrafo, por que continuaram tão caros?  Fui consultar o preço de um livrinho de umas 25 páginas, R$ 35,00! Oi?

Planeta Ziraldo
O espetáculo Ziraldo - Histórias ao Vento é formado pelas adaptações de dois textos consagrados do autor: FLICTS e O BICHINHO DA MAÇÃ. As histórias são apresentadas por um personagem importante da literatura do autor mineiro: O MENINO MALUQUINHO. O roteiro mescla trechos dos livros entremeados por canções originais compostas especialmente para o espetáculo. A música é tocada e cantada ao vivo.
 
Não, não consegui levar Davi para assistir, pois alguém anunciava num autofalante quase inaudível a distribuição de senhas (!!!!!!) com 1 hora de antecedência.  Pense num lugar entupido de gente e você com uma criança pequena tentando pegar uma senha para assistir a uma peça onde haverá um mar de crianças, num mar de outras pessoas...

Personagens
Não encontrei os personagens da Turma da Mônica, que tinha um estande festejando seus 50 aninhos de vida.  Não encontrei porque também não procurei muito por causa da multidão - nem sei se eles realmente estavam lá.  Mas a Galinha Pintadinha, que já virou arroz de festa, estava lá toda pomposa e elegante como sempre.


Havia também, entre Ben 10 e Homem Aranha, esse boneco aí, em tamanho natural, que é personagem do Assassin's Creed, um jogo eletrônico, ("analfa" digital chama game de "jogo eletrônico", licença, tá, e, claro, eu não faço a mínima ideia do que seja o jogo).  Não foi muito fácil fotografá-lo, pois havia um monte de gente (marmanja, diga-se) querendo fazer o mesmo (imagino que sejam as pessoas que jogam o... game).  Com algum custo eu o fotografei porque ele foi muito bem feito. Mas eu fiquei com medinho dele.  Vai que... né, o cara estava armado com um arco e flecha.



Alimentação e Carrinhos para Crianças
Nem cheguei perto da praça de alimentação, porque eu já sabia e já tinha ouvido falar que os preços estavam abusivos.  Como sempre faço, compro uns biscoitos, batatinhas, suquinhos de caixa e alguns chocolates para levar aos passeios do Davi e dessa vez não foi diferente.  Soube que um cachorro-quente, daqueles bem sem graça do tipo pão-com-salsicha-e-nada-mais estava custando R$ 8,00.  E o aluguel dos carrinhos para crianças? Veja a tabela.  É por hora!  O tempo de atravessar de um pavilhão para o outro.




Enfim, eu queria mesmo era ir na tarde de autógrafos do novo livro do Laurentino Gomes, 1889 (cuja fila deveria estar dando voltas no bairro), não somente para comprá-lo como também para autografar os 2 primeiros que eu já tenho: 1808 e 1822.  Mas... não, eu não teria disposição para enfrentar horas e horas e horas de fila, só se eu estivesse sozinha, o que não foi o caso.

Conclusão
1. Um evento do porte da Bienal do Livro jamais poderia se dar apenas no Rio de Janeiro ou em São Paulo.  É aquele mistério que eu não consigo desvendar: qual o problema com os demais Estados da Federação?  Porque o que não vai faltar, com toda a certeza, é público, e quando uma coisa dessas acontece em apenas 2 lugares, não há como evitar uma aglomeração absurda de pessoas.

2. Achei alguns livros com descontos muito bons, porém, não se iluda, algumas boas (e más) literaturas continuaram com o preço praticado em qualquer livraria.  Mais uma vez eu não entendo: é certo que a venda de livros e outras literaturas será grande numa Bienal, então, por que não colocam um preço mais popular?  Portanto, como reclamar que as pessoas não gostam de ler?  Pelo contrário: muitas pessoas gostam de ler, mas o preço dos livros às vezes funciona como um repelente e a leitura, no geral, acaba ficando restrita a quem tem recursos para pagar R$ 40,00 ou R$ 50,00 num livro, por pior que seja.

3. Como SEMPRE o transporte foi o grande vilão da história, principalmente quando se trata de algum evento que de grande porte.  Levamos 2 horas para ir e 1 hora para voltar para casa e olha que tivemos sorte em pegar ônibus vazios.  Agora, imagina na Copa?

4. Não sei se vale realmente a pena levar crianças para a Bienal, pelo menos crianças até 4 anos de idade.  Vi muitas crianças no colo e em carrinhos, muitos bebês mesmo, várias dormindo.  Acho até interessante, mas como se trata de um lugar muito cheio, acho que as crianças, no geral, ficam entediadas, assustadas e bastante cansadas se forem muito pequenas.  Não existe a mínima possibilidade de, estando com uma criança, tentar assistir a alguma palestra de autores diversos.  "Como lhe dar"?

5. Ah, se eu comprei alguma coisa para mim?  Não, vou comprar o 1889 em qualquer outra livraria, pois o preço na Bienal estava o mesmo que o da livraria mais próxima, com a diferença de que eu não terei uma montoeira de gente se estapeando no mesmo lugar.



A Dupla Zepan & Zolan
Meu domingo foi praticamente todo jogado fora.  Com um barulho insuportável na minha "vizinha" comunidade, no sábado à noite, tomei 2 calmantes para dormir.  Só que acabei dormindo o domingo i-n-t-e-i-r-o, me levantei já eram 7 da noite e nem curti meu filhote e marido.  Existe um apartamento no 2º andar, onde a barulheira chega muito pouco e estamos estudando com muito amor ($) e carinho ($) as possibilidades de fazermos uma troca porque eu não acho bom viver como tenho vivido.  De uns tempos para cá até que o barulho não tem sido tão infernal, mas como eu estou traumatizada, aí, só me dopando para atravessar a noite e não é isso que eu quero para a minha vida, até porque não foi para isso que trabalhamos tanto para conseguirmos um lugar para morar.

Amor-a
O momento cuti-cuti e que salvou o domingo foram as lindas amoras colhidas pelo maridón, este homem quase santo, que me tolera com amor e carinho.  Ele e o filho, o tal do Davi, foram lá no pomar e cataram amoras bem pretinhas e deliciosas, e delas fiz uma geléia bem gostosa e que será devorada rapidamente.




Ficou parecida com açaí, mas está uma delícia.  A jabuticabeira este ano não mostrou seu poder e glória.  Uma pena...as jabuticabas estavam pequenas e foram poucas.


Livros do Itaú

Pois é, e não é que, novamente eu pedi e fui atendida, assim como da outra vez?

Os livros do programa de leitura deste ano do Banco Itaú chegaram!  Levou em torno de quase 1 mês desde a solicitação.

Como da vez anterior, são 3 histórias bem simples e gostosinhas.  A mais engraçada, que eu achei, foi a do Ratinho, o Morango Vermelho Maduro e o Grande Urso Esfomeado, mas tem também a do Lino e Poesia na Varanda.

Infelizmente fui verificar o link para colocar aqui, caso alguém tivesse interesse em solicitá-los, mas a coleção está esgotada.

Então, fica para o próximo ano - espero - que haja outra coleção.





Pais Tóxicos - Livro




Nem tudo são flores no mundo da maternidade.  Ou da paternidade, vá lá.  Sabemos que muito do que somos, da maneira como pensamos ou agimos vem da influência que recebemos dos nossos pais ou daqueles que foram os responsáveis por cuidar de nós na infância e adolescência.  Em alguns casos, os traumas dessas fases só são superados com muita força de vontade e alguma terapia.

Já tenho este livro há alguns anos e me identifiquei em alguns casos aí relatados.  Pais Tóxicos trata de casos de pais que sufocam e atormentam seus filhos, de forma que estes se tornem adultos inseguros e com sérios problemas de baixa auto estima.  A maneira de fazê-lo é muito diversa, dos maus tratos físicos (e aí entram violência física e sexual), a insultos e humilhações.  Muitas vezes esse tratamento é tido como normal, já que o pai ou a mãe também foram tratados da mesma forma, e acabam vendo o mundo por um prisma de ausência de afeto, que é o ponto principal do livro.

Não vou dar uma de psicóloga de botequim, mas eu acho que a vida que a gente recebe às vezes nos dá oportunidades únicas, e se a gente não aprende com os erros dos nossos pais, a tendência é repetí-los com nossos filhos.  E aí, acabamos entrando num círculo vicioso ao nos tornarmos tão tóxicos quanto eles.


Sob Pressão - Livro


"Se você já pensou em fazer seu filho recém-nascido ouvir Mozart para que ele começasse melhor a vida, comprar a última novidade tecnológica para uma criança de dez anos organizar todos os seus afazeres e cursos ou que seu filho adolescente deveria ser monitorado por um GPS, então você deve ler este livro."

Na minha opinião, esse livro é um achado, muito atual e leitura necessária para quem tem a responsabilidade de criar futuros adultos emocionalmente equilibrados.

O livro trata da pressão competitiva - e obsessiva - que os pais desta geração sofrem e acabam exercendo sobre seus filho em relação aos apelos comerciais e sociais, no intuito de "produzirem" crianças perfeitas, tudo dentro da cultura do merecimento e do sucesso a qualquer preço.

Sinopse:
As crianças de hoje não podem vacilar: estão sob constante pressão dos pais, da escola e de si mesmas. A preocupação excessiva com o desempenho infantil em um mundo cada vez mais competitivo faz com que nossos filhos tenham uma agenda que deixaria um executivo bem-sucedido cansado. Carl Honoré analisa essa conduta e reflete sobre as consequências negativas ao adotarmos um comportamento obsessivo com relação à educação infantil.

Carl Honoré publicou o livro Devagar em 2004. Ex-viciado em velocidade e rapidez, o autor escreve e dedica-se a divulgar a filosofia do Slow movement.


Cheguei a esse livro a partir do documentário chamado "Pais Neuróticos, Filhos Mimados", que passou no canal GNT.

Se quiser assistir uma breve amostra do documentário, vá aqui.

Se quiser saber um pouco mais sobre o livro e o autor, vá aqui.


Ficha Técnica:

Editora: Record
Autor: CARL HONORE
ISBN: 9788501082510
Origem: Nacional
Ano: 2009
Edição: 1
Número de páginas: 368
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

Criando Meninos - Livro


Apesar de algumas situações  serem tipicamente culturais - como a participação da comunidade na criação dos meninos, gostei muito desse livro.  Um dos enfoques principais é a relação pai-filho, que mostra a importância da figura masculina e paterna na formação do caráter do menino, principalmente na pré-adolescência. É uma leitura rápida e clara, com exemplos do nosso dia a dia, sem muita complicação.

Sinopse:
Quem tem meninos, hoje, está preocupado. Toda hora eles enfrentam problemas. Os pais gostariam muito de entendê-los e de ajudá-los a serem amáveis, competentes e felizes. Criando Meninos faz um enorme sucesso em todas as línguas. O livro discute de forma clara, leve e emocionante as questões mais importantes sobre o desenvolvimento de um homem, do nascimento à fase adulta. Steve Biddulph escreve com humor, honestidade e muita experiência. Um texto apaixonante, repleto de orientações práticas, essencial na nobre tarefa de criar um menino. Para mães e pais de verdade.

Para quem tem meninas existe também o Criando Meninas, que eu ainda não li, mas tenho interesse e assim que o fizer, irei trazê-lo para cá também.


Ficha Técnica:

Editora: Fundamento
Autor: STEVE BIDDULPH
ISBN: 9788576764984
Origem: Nacional
Ano: 2008
Edição: 2
Número de páginas: 166
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

A Vida do Bebê - Livro

Este blog super estiloso tem orgulho de estrear esse novo espaço para comentários e/ou sugestões de leituras.  Espero que ajude e que gostem.


 



A Vida do Bebê é considerado a "bíblia" principalmente para iniciantes no mundo da maternidade. Escrito pelo pediatra Dr. Rinaldo De Lamare, o livro já vendeu mais de 6 milhões de exemplares desde sua primeira edição (1941)  e é referência em puericultura.

Sinopse:
A Vida do Bebê está dividido em duas partes: Puericultura, que trata dos cuidados com o bebê, de zero a dois anos, e Patologia, onde a mamãe encontra explicações para várias doenças contraídas por crianças, item que se constitui numa das principais novidades contidas no livro, uma vez que o autor não só aponta o diagnóstico, como também o tratamento a ser ministrado na criança. Ainda citando as inovações em A Vida do Bebê, no capítulo concernente à Vacinação foram introduzidos novos enfoques, em fase das tranformações que os setores tem sofrido nos últimos anos.

Comecei a ler esse livro um pouco depois do nascimento do Davi e confesso que esperava mais.  É claro que muita coisa mudou desde 1941 e que essas mudanças se refletiram no livro, mas achei as orientações muito básicas e bastante desatualizadas.


Apesar do estrondoso sucesso de vendas, não me arrependo de não ter comprado esse livro, mas essa foi a minha leitura, pode ser que ainda seja uma boa fonte de informações.  Portanto, não custa nada dar uma olhada para tirar sua própria conclusão mas, repito, é básico demais!

Ficha Técnica:

Editora: Ediouro
Autor: RINALDO DE LAMARE
ISBN: 9788522008643
Origem: Nacional
Ano: 2008
Edição: 41
Número de páginas: 800
Acabamento: Brochura
Formato: Médio


Deu Certo!



O Banco Itaú faz uma distribuição de livros infantis para incentivar a leitura. Eu só acreditei depois que recebi, já que instituição financeira, neste país, pode ser qualquer coisa, menos boazinha.


Se você tiver interesse, vá nesse link:


A coleção é simples, com 3 livros, porém as histórias são bem gostosinhas, rápidas e de fácil entendimento.


Não sei se tem prazo, mas não custa nada tentar e o mais importante: é "de grátis", então, aproveite!






Não deu certo: fiz algumas leituras para o Davi antes de colocá-lo para dormir. Ele ficou mais agitado ainda, o que me forçou a mudar de horário!