O Davi é, antes de tudo, um Forte!

A cirurgia do Davi foi, no geral, um sucesso. Durou em torno de 1 hora e meia, bem menos do que eu imaginei. E como eu havia comentado anteriormente, o Dr. Martinelli permite que os pais acompanhem a cirurgia de dentro do centro cirúrgico. Pode parecer um pouco estranho, mas ficar lá, olhando tudo de pertinho, me fez ficar mais calma do que se tivesse que esperar do lado de fora. 

A alta só se deu no dia seguinte, já que o médico preferiu que Davi ficasse sob observação, além de estar também no soro. E no dia seguinte, parecia que o moleque estava ligado numa tomada de 220V, de tão agitado! É impressionante como Davi consegue lidar com essas situações, mesmo estando sob efeito de remédios contra dor, com agulha na veia e com sonda! E em se falando de sonda, foram 13 dias com ela, 2 banhos 2 vezes por dia, muito antibiótico e muita dipirona. 

Os primeiros 5 dias foram bem agitados, com o curativo apertando o piu-piu de tal forma que ficou uma bola enorme na ponta dele. Isso era necessário para que os pontos não se abrissem, afinal, o inchaço é normal em áreas operadas e não seria diferente nesse caso também. Isso incomodava bastante o Davi, que não conseguia dormir e comer direito. Porém, assim que o curativo foi retirado, percebi que o alívio dele, e o nosso também, né.
Os dias seguintes foram até mais "tranquilos", digamos assim, com curativos a cada troca de fraldas e todo o cuidado com a sonda: para não entupir, para não arrebentar, para não prender em algum lugar, para não estrangular.

Infelizmente, a fístula que eu tanto temia acabou se abrindo, praticamente no mesmo ponto onde antes era o início do canal da uretra dele. Por conta disso, o Dr. Martinelli disse que haverá outra cirurgia de correção, talvez no final do ano, antes da cirurgia para reparar o excesso de pele. Enquanto isso, haverá outra intervenção, mais branda, em que será colocada a sonda novamente, para que o canal seja dilatado a fim de não fechar.  Ou seja, é trabalho para mais de metro!

Costumo dizer que apenas entramos na estrada e ainda falta muito, mas muito chão ainda para ser traçado. Apesar desses percalços, estou mais calma, confiante e esperançosa de que todo esse processo está no caminho certo, mesmo sendo cansativo e um tanto frustrante, porque colocar filho em mesa de cirurgia de vez em quando não é bolinho, não! Mas como fica nítida a mão de Deus nessas horas!

Davi anda mais impossível do que nunca, o que significa que está cheio de saúde e preparado para a próxima etapa.

De volta à programação normal e de cara nova. E vamos que vamos!