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Craftices: Janela porta-retrato

Demorou.  Foi uma gestação.  E um parto bem difícil.  Mas nasceram. E eu estou voltando...

Muita gente já viu em vários lugares o aproveitamento de portas e janelas que iriam para o lixo se transformarem em lindos objetos artesanais, não é? Então que um dia, e isso tem 1 ano (!!!), essas duas portas estavam a caminho do lixo de casa quando eu as resgatei.


Como elas são de madeira maciça, pedi para o pessoal que fazia umas reformas no prédio cortar com sua serra potente, porque uma tico-tico aí iria virar suco.  A parte das treliças eu me desfiz, e hoje me arrependo um pouco, apesar de não ter espaço na casa para aproveitá-los. Fiquei somente com a parte dos vidros para fazer 2 porta-retratos.  E esse processo demorou esse tempo todo...

Para começar, tive que quebrar os vidros - claro! - e fiquei impressionada com a dureza dos mesmos, que aparentavam ser mais frágeis. Grande engano, pois tive que bater com uma boa dose de força com martelo e sempre com óculos de proteção, porque voaram caquinhos pelo ar.


Na parte posterior, havia ainda uma moldura que dava mais peso à peça, e a retirei porque não havia a menor necessidade de ela continuar aí.


Colocar essa madeira no osso foi... osso, porque ela desafiou a própria lixadeira que, ao final, ficou praticamente acabada.  Quanto mais eu e marido lixávamos, mais descobríamos que por debaixo da tinta  havia outra tinta (e, acho, mais outra tinta), mais seca, mais dura e mais medonha de sair.

Começamos com uma lixa nº 60 e parti para a de  nº 50 e não resolvia.  Passei Pintoff várias vezes, que nem fez cosquinhas.  Por fim, só a lixa nº 36 (!!!), a mais grossa que consegui encontrar em toda a galáxia, que foi capaz de tirar um pouco mais essa tinta do cão.  Confesso que no meio do caminho deu um desânimo do tamanho do mundo...


Acredito que essa porta deva ter ficado exposta ao sol e à chuva e não foi muito bem cuidada.  Além disso, parece que quando foi pintada ela não deva ter recebido um fundo preparador e aí, a tinta foi diretamente para a madeira e depois uma sobre a outra e sobre a outra, sem nenhum tratamento.


Passei um fundo preparador, a tinta P.V.A., mas se eu queria um efeito envelhecido, não havia a menor necessidade.  Era deixar até algumas partes mal lixadas que estava tudo bem.  Enfim...

Fiz uma pátina-à-minha-moda, mais colorida, inspirada na pátina mineira, mas não estou certa se foi isso o que fiz, mas eu achei que ficou bem interessante.


Depois de fazer as molduras num papel cartão,  coloquei papel paraná e usei a cola quente para fixar tudo.  Deu certo, até porque eu fico com medinho de colocar pregos e quebrar os vidros, já que não sou profissional e minhas mãos são pesadinhas, né.  Mas aí eu esqueci de fotografar...

E aí, elas ficaram assim:




Eu até poderia pedir para revelar as fotos num tamanho maior, mas como elas estava com esses efeitos, iriam perder a resolução, até porque eu também não queria fotos muito convencionais.

As fotos tiradas são essas:




Beijos.

Craftices: quadrinhos com objetos

Assim como muitas mães babonas, eu também guardo alguns objetos e roupas do Davi, principalmente algumas coisas que foram as "primeiras", digamos assim.   Entre elas, tenho guardada a saída de maternidade, algumas blusas da escola, um par de sapatinhos de pano, a blusinha da primeira Copa do Mundo, entre outros poucos pertences, já que não sou mesmo de ficar acumulando montes de coisas sem uma  utilidade prática.

Um desses objetos é o par de talheres de metal e as sandálias de couro de cabra que compramos numa das primeiras idas à Feira de São Cristóvão.  Esta foi a primeira "sandália dos paraíba" (assim mesmo, sem concordância rsrs) que Davi teve e, claro, foi de pouco uso, já que à época ele não andava.  Resolvi guardá-la pelo carinho que tenho por ela, só que não sabia exatamente como iria fazer.  Guardar coisas de couro, geralmente em lugares fechados ou úmidos, é certeza de mofo e eu não queria me desfazer dela de jeito algum.  Mas como guardar alguns objetos, de forma que não se percam ou que se desgastem?

Foi quando eu tive a luz!  Não, menos.  Comprei quadros de M.D.F. e essas peças do mesmo material, pintadinhas e bonitinhas - porque eu j.a.m.a.i.s. terei a habilidade para pintar coisas pequeninas e com alguma gota de delicadeza.


Depois de preparar os quadrinhos, testei qual seria a melhor combinação dos objetos.



E, ao final, os quadrinhos ficaram assim:





E aí eu me empolguei e agora já têm mais outras coisinhas na fila e fiquei com vontade de enquadrar geral, mas estou me controlando

E assim, eu vou enfeitando a casa com as lembranças do meu menino, porque eu sou, SIM, uma mãe babona.  

Craftices: Suporte de travessas com mosaico

Eu já tinha comprado esse jogo de suporte para panelas e travessas há muito tempo, e ele ficou esquecidos em algum canto da minha ocupação.


Como sobraram algumas pastilhas, resolvi cobrir esses suportes, mas foram insuficientes e aí eu resolvi mudar a cor das pastilhas para diferenciar um pouco.  Fiz uma pátina bem levinha também. Minha inspiração é sempre o maravilhoso blog da Vero Kraemer, o Além da Rua Atelier.  É lá que eu aprendo muito e tomo coragem para "mosaicar", como ela diz.

Depois da colagem das pastilhas, hora de passar o rejunte e dessa vez eu não dormi no ponto e esperei o momento certo para limpá-lo.


E depois de limpar bem direitinho e passar o verniz à base de água, os suportes ficaram assim:






Claro que existem alguns errinhos nesse trabalho, afinal, não faço todos os dias, mas acho que estou melhor do que comecei.

São 6 peças, mas com as pastilhas, a caixa só comportou 4.  Os outros 2 eu coloquei perto do fogão, para colocar panelas quentes.

Beijocas.

Craftices: Criado mudo com pátina e um HD que foi para o espaço!

O texto já estava pronto.  As fotos, todas feitas e tratadas.  Mas aí, aconteceu que eu, por uma dessas atitudes impensadas da vida, acabei perdendo absolutamente t.u.d.o. o que estava no HD do computador.

Menos mal pelo fato de ter um backup das fotos do Davi até 2012 e do fim de 2013, ou seja, o ano passado todo e o início de 2014 desapareceram.  Mas a maioria das fotos das craftices se foram, salvando-se apenas essas duas, que eu já havia postado no Facebook.

Era para ser um post de glória e poder, mas vou tentar colocar o que ficou e fazer uma adaptação do roteiro, que era enorme.  E a história sobre este móvel é a que segue, infelizmente, sem as devidas fotos.

No último episódio sobre a cômoda de madeira que teve a participação especial de Vero Kraemer, eu havia comentado que tinha comprado mais outros 2 móveis usados, pela Internet, sendo que um deles estava tão bom que não fiz nada além de passar uma demão de verniz em spray.  O outro, porém, apesar da boa aparência e estado de conservação, carecia de muito carinho e renovação.

Ei-lo. É esse um chipandelle, esses móveis com as perninhas sinuosas e que eram muito comuns na primeira metade do século passado e que agora custam os olhos da cara, pois que virou vintage  e o sonho de consumo de 11 entre 10 crafteiras.


A foto está muito ruim, desculpe-me.
Depois de todo o processo de lixar e passar P.V.A., fiz uma pintura com tinta esmalte à base de água, com uma cor que foi uma mistura de preto, ocre, vermelho, verde e azul, que culminou com um azul meio turquesa, meio não-sei.


Pintura feita, móvel renovado... mas ainda faltava um touch, um diferencial porque achei que ele ficou muito comportadinho.  E aí resolvi fazer uma pátina e para finalizar passei verniz em spray (eu sou chegada num brilho).

Eis o resultado.




Não achei necessário trocar o puxador, que estava muito bom e combinou bem com o móvel.  Quem sabe, mais adiante, eu troque ou peça outro para a Vero, heim?


Eu gostei muito do resultado, apesar de estar em lágrimas de sangue por dentro por ter feito algo muito errado, de cabeça quente e que resultou na perda de tantas memórias boas.

Mas como não adianta ficar sentada chorando em cima do leite derramado, o negócio é tocar o barco - de preferência para frente - e partir para os próximos capítulos.


Craftices: Bandeja de Mosaico

Na primeira vez em que entrei em contato com os trabalhos da Vero Kraemer, fiquei meio que sem fôlego e acho que essa é a reação que a maioria das pessoas têm quando conhecem suas artes.  Desde aquele momento, passei a admirá-la como profissional e também como pessoa. Uma vez deixei um comentário, em meio a vários outros que chegam aos seus posts maravilhosos e sabem o que aconteceu? A Vero me respondeu.

Veja bem, uma pessoa com a projeção que ela tem dar um retorno a um simples comentário, a meu ver, só demonstra o quanto ela se importa com quem está do outro lado da tela visitando suas artes.  Se a minha admiração já era grande, então, esse gesto de "pessoalidade" ganhou, de vez, meu coração, porque o que não faltam por aí são pessoas geniais, que fazem coisas fantásticas porém, tratam seus admiradores como se estes apenas lhes fizessem o favor de admirá-las.  Com Vero não é assim, ela vem até você, sabe.  Gostei dessa menina de paixão.

Foi admirando seus mosaicos e pinturas diversas que fui, aos poucos, convencendo a mim mesma que poderia fazer alguma coisinha parecida.  Comecei a assistir aos seus vídeos e PAP's e, aos poucos, fui tomando coragem para "mosaicar", como ela diz.  

E nesses dias, enfim, resolvi arriscar alguma coisa.  Como iniciante, claro, de princípio fiquei meio confusa para escolher as cores das pastilhas e como elas seriam montadas.  Como não quero dar um passo além das pernas, decidi fazer uma bandeja com pastilhas inteiras e, quem sabe, daqui a algum tempo, tome mais coragem e compre um torquês para fazer mosaicos mais elaborados.  Coragem, sim, porque os trabalhos da Vero são tão maravilhosos que se tornam até desafiadores.

Com toda a coragem que cabia no meu peito (momento dramático a la Vero), comprei a bandeja de M.D.F. e diferentemente do que já vi, fiz a pátina antes de colar as pastilhas.


Enquanto fazia isso, já havia colocado as pastilhas de molho em água morna por uns 40 minutos e depois as separei por cores.  


Depois, comecei a fazer "ensaios" de como disponibilizar as pastilhas na bandeja e tirei uma foto para não me perder no meio do processo.



Aí então comecei a colar as pastilhas, bem devagar, com a famosa cola branca do rótulo azul.


Na medida em que as pastilhas iam secando, eu utilizava um espeto de churrasco pequeno para ir arrumando aquelas que estavam um pouco tortas.  Um detalhe me chamou a atenção: pastilhas de marcas diferentes, por mais parecidas que sejam, não são iguais!!  Pois é, erroneamente, comprei 2 marcas diferentes de pastilhas e percebi que havia uma pequena diferença na espessura e no tamanho entre elas. Portanto, um aprendizado dessa experiência: prestar mais atenção ao comprar pastilhas, porque na hora do encaixe dá diferença, sim.

Depois de deixar o trabalho secando de um dia para o outro, passei o rejunte, que mais parece claras de ovos batidas em ponto de suspiro, cobrindo todos os cantinhos e retirando o excesso com essa espátula aí.  


E depois que o rejunte secou e foi retirado com um pano seco, a bandeja ficou assim...










Eu gostei demais de fazer este mosaico e a cabeça já está latejando de tantas coisas que eu quero e irei fazer.  Eu sei que ainda tenho muito a aprender, mas é apenas o começo, o primeiro passo e isso que eu acho que é o importante.

Vero, este é o resultado da tua generosidade, da tua capacidade de dividir para multiplicar.  É apenas mais um dos vários trabalhos de alguém que te admira.  Este post é para você, porque este filho também é teu.  Este e os próximos, claro.

Agora vem e traz a Amarula, porque as garrafas estão vazias.

Quer conhecer mais os trabalhos da Vero? Clica aí do lado, no Além da Rua Atelier