Craftices: Páscoa e Pintura de Cascas de Ovos

Este ano, mais uma vez e novamente, fiz a cestinha de Páscoa do Davi numa correria só,  pois o que eu não queria mesmo era que ele tivesse apenas ovos comerciais.  Dessa vez, dispensei a minha técnica ucraniana de pintar cascas de ovos e, no meio do desespero total e absoluto, eis que a Vila do Artesão salvou a minha pele com essa postagem sobre pintura em cascas de ovos.  E, como diz o próprio título do post de lá, foi vapt-vupt meeesmo.

No sábado - veja, no sábado ANTES do Domingo de Páscoa - lá fui eu me jogar no Mercadão de Madureira (você que conhece, feche os olhos e mentalize o Mercadão de Madureira às vésperas de uma data como a Páscoa, tipo assim...).  Como eu já vinha juntando as cascas de ovos há umas 3 semanas, então era só comprar as anilinas para alimentos, palhas e papel crepom, o que eu bem poderia ter feito com certa antecedência, já que eu trabalho no centro da cidade e perto do Saara, onde existem váááárias lojas que vendem artigos para festas e afins.  As únicas coisas que eu comprei antes foram os sacos plásticos e os laços para embrulhar as cestinhas.  E isso foi na quinta-feira.  Pouca vergonha define.

Pois muito que bem, cheguei em casa esbaforida e lá fui fazer as pinturinhas, que foram bem fáceis.  Por causa dessa minha "falta de ciso" em fazer as coisas com um mínimo decente de antecipação, acabei secando os ovos com secador de cabelo.  Claro, não tirei fotos do processo, até porque o PAP do post acima citado é bem didático.  Olha, não fosse a facilidade em fazer essas pinturinhas eu estaria lascada-da-silva.




Depois, juntamente com a avó do Davi, comecei a forrar as cestinhas com papel crepom, contando as gotinhas de cola quente, que também havia esquecido de verificar o que eu tinha em casa e também de comprar!  Gente....



Aproveitei e comprei uns confetes de chocolate, além de fazer a tradicional farorinha de amendoim doce para  encher as casquinhas. A avó do Davi foi colando uns pedacinhos de papel crepom nos buracos dos ovinhos e os arrumando nas cestinhas, porque eu fiz 1 cesta maior para o Davi e outras menores para seus amigos vizinhos:  Dudu, Lucas e Isabella, essas aí da foto abaixo.  Davi foi entregá-las a eles, mas quem mais se surpreendeu foram seus pais, basicamente por causa dos ovinhos pintados.


No domingo pela manhã, acordei rapidinho e espalhei alguns ovinhos de chocolate no chão, de forma que se formasse um pequeno caminho que levava à cesta.  Dessa vez eu não coloquei patinhas de coelho porque.... eu não comprei a tempo de chegar antes da Páscoa!!!  Quando ele acordou, eu fiz um pequeno teatro simulando uma surpresa e perguntando quem havia colocado aqueles ovinhos ali.  Ele respondeu: Foi você, mamãe! Pano rápido.  O guri foi seguindo o caminho e quando se deparou com a sua cesta cheia de chocolates soltou um "Ãh!" tão gostoso, que percebi que ele realmente havia ficado surpreso.  Claro que não comeu quase nada dos chocolates, mas vi que ele gostou bastante dos ovinhos pintados e da farofa de amendoim, que ele milagrosamente comeu, já que não é lá muito chegado a coisas doces. Mas o que ele mais gostou de tudo, mesmo, foi o Batman que veio dentro desse ovo que está no meio da cesta. 





E é aí que eu acho legal essa história de fazer as coisas em casa, porque é muito fácil ir numa loja e comprar vários chocolates e ovos, mas a história que fica - pelo menos para a minha experiência materna - é essa correria, esse trabalho manual, mesmo que mambembe, artesanal, em fazer alguma coisa ao invés de comprar tudo pronto.  O caminho fácil nem sempre é o mais gostoso e o que fica na nossa memória, porque, ao final, tudo fica muito igual.

Veja que não é nada sofisticado, com coisas caras e cheias de detalhes técnicos e muito elaborados ou com chocolates importados, nada disso.  Porém,  eu considero que qualquer coisa que se faça com as mãos para dar a alguém tem muito mais valor.  Tanto no Mercadão de Madureira quanto em vários outros lugares havia cestas prontinhas e até mais elaboradas do que essa, era só comprar e pronto.  É a diferença do artesanal que faz toda a diferença, por mais óbvio que seja.  Sabe aquela coisa do "fui eu que fiz!"?  É por aí.

Na próxima Páscoa eu prometo a mim mesma irei me esforçar mais em preparar as coisinhas do Davi com mais antecedência, já que ele está crescendo e começa a curtir essa vibe de datas festivas, como a Páscoa (mesmo que não embarque muito nessa história do coelhinho e tal), e também para não precisar sair desarvorada para o Mercadão de Madureira, que parecia mais um formigueiro humano de tanta gente comprando bombons e ovos de chocolate.  Ô vida dura!