Craftices: Puff DE Carretel de Fio

Agora eu também tenho um.

Estava doidinha para fazer um puff de carretel de fio e um dia, ao ir, mais-uma-vez, numa loja de material elétrico no Centro da cidade, vi um carretel pequeno dando bobéia num canto.  Com a cara lisa e de peroba que é peculiar a muitas crafteiras, perguntei o que faziam com ele depois que o fio acabava.  Jogamos fora, ué!, foi a resposta recebida.  Na-na-ni-na-não, meu senhor.  Posso levar?  Claro!

Arrastei o pequeno carretel para o trabalho e de lá para casa.  Depois dele, marido me aparece com outro carretel, um pouco maior, com o cilindro de PVC.  Eu até comecei a trabalhar neles passando P.V.A, mas acabei me embananando no meio do caminho e agora ambos continuam aguardando sua vez de se tornarem novos puffs ou alguma outra coisa.

Um outro dia, ao ir, mais-uma-vez-novamente na tal loja de material elétrico (eu vivo enfiada lá, porque o preço do spray é bem bom), com o radar ligado para material reciclável que é peculiar a muitas crafteiras, me deparei com esse carretel maior.  Opa... como o vendedor já me conhece, me lançou apenas um olhar e disse: Quer levar? Rá!



Arrastei esse carretel para o trabalho e lá ele ficou por um bom tempo, já que ele é um pouco pesado e levá-lo para casa seria osso.   Me concentrei nele até que, enfim, o seu "Dia da Noiva" chegou.  

Não cheguei a passar P.V.A. nele - não me perguntem por quê - fui logo pintando com a tinta esmalte sintético.  Como eu já falei, esse tipo de tinta é muito chato para se trabalhar, pois além de fedorenta, a gente perde rolinhos e tem que limpar tudo com a mardita agarráz.

Foram 2 fins de semana e 4 demãos, já que o intervalo total entre elas é de um dia para o outro e, para variar, com o tempo mais frio e úmido a tinta demora mais para secar.



Cortei um pedaço de espuma e colei na parte que estava mais arrebentada. Na parte que seria a base, colei um pedaço de TNT mais grosso e marido instalou os pezinhos (obrigada, maridón, você é um fofo).

Depois coloquei o TNT mais fino para que ela não ficasse pelada (um acabamento com o mínimo de decência é sempre bem vindo).


Aqui, o carretel no rígido departamento de Controle e Qualidade

Depois, medi o tecido e fiz uma espécie de touca de banho, de forma que facilite a retirada para lavar.

Aqui, a modelo-manequim-atriz posando linda and loyra.




Última análise do rígido Departamento de Controle de Qualidade


E aí ele ficou assim.






A poltrona foi reformada no início do ano e como eu AMEI essa estampa, fui correndo na mesma loja comprar o tecido - aquablock -, pois achei que o puff  faria uma boa dupla com ela, acompanhado do meu tapete MARA que veio diretamente de Minas Gerais.




Nas minhas investigações internéticas encontrei vários modelos de puffs feitos de e com carretel.  Na verdade, muitos deixaram de ser carretéis e se tornaram simples puffs, ou seja, são COM e não DE carretel, entendem a diferença? Por isso coloquei o "DE" em maiúsculo no título do post.  É claro que a gente quer mostrar o que pode ser feito com esse ou aquele material, porém, se eu fosse cobrir todo o carretel com um tecido e transformá-lo em MAIS UM puff, qual seria a graça? Eu acho que o legal em muitos casos de reaproveitamento é exatamente mostrar que podemos fazer um puff ou mesmo uma mesinha DE carretel, pois poderíamos fazer COM garrafa, COM caixote ou mesmo COM carretel.



Viu como até uma preposição faz diferença?