Craftices: Entrando no Armário e algumas Batatas

Existe um ditado que diz: Assim é se lhe parece.  Ou seja, às vezes a gente vê uma coisa e pensa que é aquilo, mas não é exatamente, mas passa a ser se você assim quiser que seja.  Acho que esse ditado se encaixa muito bem no mundo das craftices, em que a gente aprende a mudar ou adaptar um móvel ou um objeto, dando uma função ou uma cara nova a ele.

Quando eu fiquei grávida do Davi só me preocupei em comprar os móveis do quarto uns 3 meses antes do nascimento e só comprei apenas a cômoda e o berço porque achei que não havia necessidade, pelo menos naquele momento, de comprar um guarda-roupas (e naquela época eu não era viciada em craftices).    Mas aí o tempo passou e as roupas cresceram de tamanho (mais do que de quantidade...) e onde antes eram guardados alguns macacões já havia blusas, camisas e calças compridas, além de sapatos, pois a cômoda tem gavetas mas também uma pequena parte que serve para pendurar roupas.  Tudo junto e misturado.  E amassado.

Comecei a pesquisar armários que coubessem num espaço específico do quarto e do orçamento. Alguns eram grandes demais, outros, pequenos demais, largos demais, infantis demais, vagabas demais, caros demais, até porque, como o berço e a cômoda não são brancos, os armários da cor de caramelo (?) são mais caros. Aí eu me lembrei que tenho um armário de escritório lá no famoso "quartinho" onde eu t-e-n-t-o guardar as coisas arrumadas. Depois de medir daqui e dali, recebi a proposta de patrocínio da avó do Davi para um armário novo porque aquele já está bem baleado.


E então, compramos um armário de escritório para servir de guarda-roupas do Davi!  Montamos em casa mesmo (eu e o maridão, e dessa vez eu colaborei muito), fixamos o suporte para pendurar as roupas e o colocamos no lugar.  Coube certinho no espaço e ficou do jeitinho que eu esperava, mas o agora guarda-roupas continuou com....cara-de-armário-de-escritório...


Até que, visitando o blog da Rita Vieira, o Pinto mas não Bordo, vi a ideia dela sobre um armário de escritório que é igual ao meu velhinho e decidi ir em busca de alguma estampa que não fosse infantil demais nem criança-grande demais e acabei optando também pela estampa do Romero Britto. Usei 2 rolos de contact de 2 metros cada comprados na Kalunga, que custaram R$ 10,90 cada.  Aproveitei também para trocar os puxadores porque o original era tão safado (de plástico) que quebrou no primeiro dia de uso.

E aí o armário ficou assim:


Gente, quando o Davi olhou começou a gritar e a pular de tanta alegria!  Porque essa estampa é realmente muito alegre, não é nem muito para bebê nem muito para menino com mais de 5 anos, ou seja, se adapta em várias circunstâncias.  Ele simplesmente a-d-o-r-o-u!  E as roupas ficaram bem arrumadas e distribuídas ali dentro, os sapatos nos lugares e tudo o mais.  Eu pessoalmente também gostei muito.  Até o Mate gostou!


Aproveitei a onda, me animei e troquei os cabides, que ainda eram... cor de rosa!


Pô, mãe!


Pois é, sabe aquelas coisas que você vai deixando para fazer depois e depois e depois -  o nome disso é empurrar-com-a-barriga (e que barriga!) -, eu estava com uma preguiça monstro de trocar os cabides das roupas do Davi, olhava uma coisa, olhava outra e não me animada nunca.  Até que o novo armário-de-escritório-guarda-roupa me deu um tapa e acabei decidindo por uns cabides simples mesmo, mas pelo menos são azul, né.
Agora sim, mãe!

Ah, sim, você não sabe ou não se lembra porquê os cabides eram cor-de rosa?  Eu explico um pouco aqui.

Mas voltando ao blog da Rita Vieira, minha dica é a seguinte: quando acessar o Pinto mas não Bordo vá de barriguinha cheia porque a moça brinca com as panelas!  É cada coisa tão gostosa que dá vontade de entrar no monitor e sair lá dentro da cozinha dela.  Além da Rafaela, a filhota delícia, que é pura fofura! 

E já que era para fazer o trabalho completo, fui testar uma das maravilhosas receitas que tem lá, que se chama Batata ao forno da Gleice.

Ao invés do Fondor, usei sopão de cebola misturada com o creme de leite e deixei as batatas alguns minutos na mesma água onde fervi a linguiça (não me pergunte qual foi!).  Fiz numa forma de pão pequena porque se errasse não perderia tanto material, né.



 Coloquei o bacon e a linguiça picadinhos e fritinhos.  E foi só até aí que eu lembrava da receita porque eu me esqueci de anotar ou de imprimir!


Como eu não me lembrava da cobertura, acabei colocando um requeijão que tinha na geladeira  (quele requeijão que é pastoso, não é aquele de copo - era o que tinha) e que dissolvi com um pouco de leite (a necessidade fez o sapo pular, gente!). Salpiquei um queijo parmesão por cima e coloquei no forno.


Ó, ficou muito bom, e meu público - super exigente - aprovou a receita da Rita (e da Gleice). E da próxima vez eu faço tudinho conforme a receita porque eu acho que vai ficar uma delícia-delícia-assim-você-me-mata de tão gostoso.



E assim como no blog da Rita, aqui a gente também tem comida, diversão e arte.

Viu, Rita, eu te-romero-brittei e te batatei!  Agora me-manda-beijos-e me-dá-nota-10!