Craftices: Criado mudo com pátina e um HD que foi para o espaço!

O texto já estava pronto.  As fotos, todas feitas e tratadas.  Mas aí, aconteceu que eu, por uma dessas atitudes impensadas da vida, acabei perdendo absolutamente t.u.d.o. o que estava no HD do computador.

Menos mal pelo fato de ter um backup das fotos do Davi até 2012 e do fim de 2013, ou seja, o ano passado todo e o início de 2014 desapareceram.  Mas a maioria das fotos das craftices se foram, salvando-se apenas essas duas, que eu já havia postado no Facebook.

Era para ser um post de glória e poder, mas vou tentar colocar o que ficou e fazer uma adaptação do roteiro, que era enorme.  E a história sobre este móvel é a que segue, infelizmente, sem as devidas fotos.

No último episódio sobre a cômoda de madeira que teve a participação especial de Vero Kraemer, eu havia comentado que tinha comprado mais outros 2 móveis usados, pela Internet, sendo que um deles estava tão bom que não fiz nada além de passar uma demão de verniz em spray.  O outro, porém, apesar da boa aparência e estado de conservação, carecia de muito carinho e renovação.

Ei-lo. É esse um chipandelle, esses móveis com as perninhas sinuosas e que eram muito comuns na primeira metade do século passado e que agora custam os olhos da cara, pois que virou vintage  e o sonho de consumo de 11 entre 10 crafteiras.


A foto está muito ruim, desculpe-me.
Depois de todo o processo de lixar e passar P.V.A., fiz uma pintura com tinta esmalte à base de água, com uma cor que foi uma mistura de preto, ocre, vermelho, verde e azul, que culminou com um azul meio turquesa, meio não-sei.


Pintura feita, móvel renovado... mas ainda faltava um touch, um diferencial porque achei que ele ficou muito comportadinho.  E aí resolvi fazer uma pátina e para finalizar passei verniz em spray (eu sou chegada num brilho).

Eis o resultado.




Não achei necessário trocar o puxador, que estava muito bom e combinou bem com o móvel.  Quem sabe, mais adiante, eu troque ou peça outro para a Vero, heim?


Eu gostei muito do resultado, apesar de estar em lágrimas de sangue por dentro por ter feito algo muito errado, de cabeça quente e que resultou na perda de tantas memórias boas.

Mas como não adianta ficar sentada chorando em cima do leite derramado, o negócio é tocar o barco - de preferência para frente - e partir para os próximos capítulos.