C.I.V., P.I.G., H.P.P. H.I. Siga as Placas. Ou as Siglas


Por ter nascido a termo, com 38 semanas e 5 dias, porém com peso e tamanho de 8 meses, Davi foi classificado como P.I.G: Pequeno para a Idade Gestacional (pensou que era em inglês, né!).  Ou seja, a partir do 8º mês, ele parou de crescer e, apesar daquele barrigão, minha placenta descolou e ninguém soube, ninguém viu. 

Quando, aos 8 meses de gestação, fui fazer uma ultrassonografia, cujo laudo indicou “Placenta Grau II”, isso já era um sinal de que alguma coisa estava fora da nova ordem mundial, fato que passou placidamente despercebido por mim, leiga, e pela médica, obstetra.  Por um mês, Davi não recebeu nutrientes o suficiente para ganhar corpo, o que o levou à hipoglicemia e que poderia também tê-lo levado a óbito (sem drama, ok?)

Davi também nasceu com C.I.V. Comunicação InterVentricular – que é uma cardiopatia já bem conhecida do lado paterno.  Um dos seus primos, por exemplo, é um cardiopata congênito profissional.  Em 5 anos de vida, já foi submetido a 4 cirurgias de peito aberto. Tão grave era o problema que, quando ainda bem pequeno, não podia sequer chorar, para não forçar a respiração e os batimentos cardíacos. O pai, por sua vez, só foi descobrir que tinha uma anomalia cardíaca aos 19 anos. Coisas da vida.

No caso do Davi, a CIV foi classificada como moderada a simples, e a perspectiva era de que, com o tempo, o “buraquinho” fosse fechando. Desde então, ele foi monitorado mensalmente até junho, através de ecocardiogramas. Nesse período, houve significativa melhora no quadro, pois o “buraquinho” foi realmente fechando, além do que, a artéria pulmonar começou a alargar, pois apresentava uma estenose.
Agora, um parêntesis.
Não desmerecendo os demais profissionais, muito menos fazendo jabá para qualquer um, sou forçada a reconhecer que existem médicos e médicos. Vou citar o exemplo da Cardiopediatra  Drª Maria de Fátima.  Médica simplesmente sensacional, não tem outra palavra.  Diferentemente da primeira consulta 1 mês após o nascimento, na primeira visita, após examinar Davi, ela pediu para eu sentar, pegou um coração de plástico desmontável e começou e explicar exatamente o que o menino tem, o que poderia acontecer caso não acontece isso ou aquilo, o que era uma coisa, o que era outra coisa, auma provável necessidade de cateterismo ou não.  Enfim, uma profissional que me deixou mais segura e tranqüila a respeito do quadro do Davi.

Claro que eu sou eternamente agradecida a Deus por todas essas coisas, pois eu creio que Ele colocou as pessoas certas em cada especialidade para cuidar do Davi. E mais tranquila  eu fico por saber que Ele está conduzindo tudo isso de maneira maravilhosa.

E seguem mais placas, e mais siglas.