Ser Mãe É....


Sim, esse post-clichê era inevitável, então, lá vai a lista, que não está nem em ordem cronológica, genealógica ou meteorológica.


 Ser Mãe É....

  • Entrar numa loja de departamentos e ir direto para a sessão infantil.
  • Entrar numa livraria e ir direto para a sessão infantil.
  • Entrar num supermercado e ir direto para a sessão de leite em pó e outros alimentos infantis.
  • Entrar numa farmácia e ir direto para a sessão de remédios, xaropes, leite, pomadas, cremes e outras quinquilharias infantis.
  • Parar numa barraquinha de rua e confundir roupinhas de cachorro com roupinhas de criança.
  • Parar numa barraquinha de rua que vende roupinhas infantis e querer comprar toda a barraquinha.
  • Tentar decorar as musiquinhas dos desenhos e programas infantis.
  • Entrar em qualquer estabelecimento que vende mamadeiras e querer comprar, pelo menos, duas.  Sempre.
  • Conseguir ouvir, em meio a qualquer barulho, o choro da sua criança.
  • Levar a metade da casa dentro de uma bolsa quando sai com a criança para qualquer lugar, mesmo que seja pertinho.
  • Não ter nojinho de vômitos, melecas e fraldas recheadas de cocô.
  • Conseguir cortar as unhas da criança já na primeira semana de vida dela.
  • Colocar o dedo em frente das narinas da criança para verificar se ela ainda está viva.
  • Colocar as mãos na moleira da criança para verificar se ela ainda está viva.
  • Cutucar a criança para verificar se ela ainda está viva.
  • Acordar várias vezes durante a madrugada para verificar se a criança não teve morte súbita.
  • Acordar de madrugada para verificar se a criança está coberta e não está com frio. 
  • Acordar várias vezes de madrugada para verificar se a criança não se afogou ou se enforcou com as cobertas. 
  • Passar a dirigir feito mulézinha.
  • Nunca mais saber o que é dormir uma noite inteira. Nunca mais para sempre.
  • Ser a primeira a alimentar e a última a se alimentar.
  • Ser a última a ir deitar e a primeira a levantar.
  • Ser a primeira a dar banho e a última a tomar banho.
  • Ser a última a se arrumar e a primeira a arrumar.
  • Deixar de comprar qualquer coisa para si - qualquer coisa mesmo - para comprar alguma coisinha para a criança - qualquer coisinha mesmo.
  • Constatar que vestir meninos é bem mais prático que vestir meninas.
  • Constatar que a sessão de roupas e calçados de  meninos é bem menor que a sessão de meninas.
  • Constatar que, apesar de prática, roupa de meninos não tem muita variedade, nem de modelos nem de cores.
  • Chorar e querer matar quando vê ou sabe de alguma maldade feita com uma criança.
  • Guardar dados específicos para sempre, como peso e altura do nascimento da criança.
  • Fazer bolo de "aniversário do mês" todos os meses para a criança, até ela completar 1 ano, mesmo sabendo que a criança não vai comer (mas ela, a mãe, vai sim, e muito).
  • Chegar à conclusão que muita coisa que leu e comprou durante o enxoval serviu pouco ou nada.
  • Nunca mais deixar as unhas crescerem.
  • Dar um tempo nos brincos e cordões espalhafatosos.
  • Dar um tempo nas sandálias com salto maior que 5 cm.
  • Ficar espantada e frustrada com o preço absurdo de alguns brinquedos que, ao final, serão quebrados ou largados de lado, por mais pedagógicos que sejam.
  • Ficar espantada e feliz em constatar que criança se diverte da mesma forma, tanto com um brinquedo super caro e pedagógico quanto com uma colher de pau usada, muito usada.
  • Ficar espantada com o preço absurdo dos calçados infantis.
  • Ficar mais espantada ainda com o curto tempo de vida dos calçados infantis.
  • Ficar espantada com a competição acirrada entre as mães (e pais) e tentar não cair nessa armadilha.
  • Ficar com o coração apertado quando sai para trabalhar e deixar a criança.
  • Ficar com o coração apertado quando sai para trabalhar e a criança ainda está dormindo.
  • Ficar com o coração apertado quando chega do trabalho e a criança já está dormindo.
  • Chegar do trabalho e encontrar a criança dormindo e, mesmo assim,  arrumar um pretexto para tirá-la do berço só para ficar um pouquinho com ela no colo fazendo cafuné.
  • Chegar do trabalho, encontrar a criança acordada e ter que aguentar seu desprezo, pois ela se sentiu  "abandonada" durante todo o dia, e só depois de muita babação ela fica de bem.
  • Arregalar bem os olhos em direção às mãos da enfermeira na hora da vacinação da criança.
  • Pedir para morrer quando a criança está gritando na hora de colher sangue para exames.
  • Guardar os tufinhos do primeiro corte de cabelo da criança.
  • Tentar resistir à tentação de comprar um kit-alguma-coisa, só porque vem com um brinquedinho ou bonequinho.
  • Tentar resistir à tentação das promoções-cilada do tipo "compre o produto Y e + 200 x de R$ 0,99", só porque vem com um brinquedinho ou bonequinho.
  • Cair na tentação e comprar um kit-alguma-coisa, só porque vem com um brinquedinho ou bonequinho.