Mini-Fashionistas


Encontrei essa matéria da Colunista Nina Lemos, no site F5. Não, não fiquei horrorizada, acho que já estou meio anestesiada com esse tipo de notícia.  Eu só fico com pena das crianças.

E com raiva das mães.

A filha de Victoria Beckham e a epidemia das "mini-fashionistas"

A menina ainda não tem um ano de idade. Mas suas roupas já são analisadas por jornalistas com olhos de especialistas. "O que você está usando?" A pergunta, antes dirigida para celebridades em tapetes vermelhos, agora é feita também para bebês. 

Quer dizer, para seus pais, já que eles nem falam ainda. A filha de Vitória Beckham, Harper Seven, de quatro meses, usa Chloé. Deu em um jornal iglês. E já é chamada de mini-fashionista, um novo título apavorante criado pelos jornalistas de celebridades. 

Não basta mais se vestir bem e com roupas "de marca". Seus filhos também têm que estar elegantes e, claro, ter estilo pessoal. Dá para cobrar que uma criança tenha estilo na hora de se vestir? Não dá muita pena delas? Dá. "Mas isso é possível", gritam os patrulheiros da moda, que agora atacam também as criancinhas.

A "musa" máxima dos adoradores de crianças vítimas da moda (literalmente), com quem Harper deve competir é Suri Cruise, a filha de Tom Cruise, famosa por seus modelos. Blogs ao redor do mundo comemoram seu "estilo". E sua mamãe Kate Homes avisa em entrevistas que ela "escolhe suas próprias roupas". 

A gente, que não é celebridade de Hollywood, se vira como pode. E já tem blogueira de moda (uma "profissão" dos tempos de hoje) incluindo seus filhos em suas fotos de "looks do dia". A mania funciona assim. Você se veste e mostra para os outros o que está usando (com direito a nome das marcas etc, como se alguém quisesse saber, mas não custa nada se iludir). E quem tem filho, vira e mexe, vai e coloca o look do filho junto. 

Suri Cruise não pediu para nascer. Harper Seven também não. E muito menos para virarem ícones da moda com menos de um ano de idade. Que alguém proteja as nossas criancinhas, para que logo elas não caiam em seções de "certo e errado" de revistas. Seria horrível. Mas alguém acha isso impossível?





Respondendo a pergunta acima: Não, não é impossível, é bem provável que daqui a pouco haja uma revista especializada em "certo" e "errado" para a moda infantil, principalmente a feminina. Pelo que a colunista informou, blog já existe, então...


Alguém pode alegar que eu vivo "denunciando" esses absurdos porque não tenho filha pois, se fosse o caso, eu seria mais compreensiva e tolerante com esses comportamentos tão voltados para a imagem mesmo que, para isso, a criança seja mutilada, de alguma forma.  

Só que, na minha cabeça, não é assim que funciona, porque a infância não pode ser dividida entre masculino e feminino.  Simples assim.

E aí eu me lembrei da pobre Maddy Jackson...