Feira de São Cristóvão

Bora?

Dando continuidade às comemorações do meu jubileu (ui), fomos a um dos espaços culturais de que mais gosto na cidade: a Feira de São Cristóvão, que tem o nome técnico de Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, mas que recebeu, com o já tradicional poder de síntese carioca, o apelido de "Feira dos Paraíbas".  Se você é da Paraíba não fique chateado com isso, porque você nem faz ideia do quanto este lugar é amado pelos cariocas.





O "hômi" da Feira, Luiz "Lua" Gonzaga




Em se tratando de um espaço cultural, claro que existem uma diversidade de lojinhas que vendem os mais variados tipos de objetos e quitutes regionais.  Me arrependi amargamente de não ter comprado umas colheres de pau, essas das fotos, que são de ótima qualidade, mas comprei uns tapetinhos para banheiro e, enfim, a Tieta, a rede que em breve será instalada na varanda.









Como não consigo resistir a uma sorveteria, fomos direto para esta aqui que oferece sorvetes de frutas típicas.  Desta vez fui de umbu com taperabá.  Achei o umbu um pouco ácido demais e o de taperebá maravilhoso.  Fiquei por aí mesmo, não tinha mais espaço estomacal para tomar mais sorvetes.  E o Davi ficou no de chocolate mesmo.



Não, eu não vou falar mal de gente que vai para a Feira de São Cristóvão tomar sorvete de morango, de passas ao rum, de sonho de valsa ou de qualquer outro sabor que se encontra fácil em qualquer supermercado.



Mas eu também não como buchada de bode, nem sarapatel, nem chouriço, nem galinha ao molho pardo, mas gosto muito da carne de sol, escondidinho, aipim, arroz de carreteiro, feijão tropeiro, enfim, alguns desses pratos que são vendidos nos diversos restaurantes que lá existem.  Aliás, na Feira de São Cristóvão existe do restaurante mais arrumadinho, com ar condicionado e tudo, até a birosca bem simples, sempre oferecendo comidinhas nordestinas, claro.  Aliás novamente, é um excelente lugar para se comprar carnes frescas.




Mas as lojas em que eu torraria uma boa parte da minha fortuna são as que vendem artesanato, principalmente as "pretinhas", essas bonecas de argila dos mais variados tipos e tamanhos.  Pinto-no-lixo me define dentro de um lugar desses, porém, com o dragão da inflação soltando labaredas incendiárias, o preço dessas bonequinhas - e dos demais objetos em geral - foi para o espaço sideral.  Eu fiquei assustada, porque até há pouco tempo elas tinham um preço bem legal, mas agora é fácil encontrar algumas custando até R$ 150,00 - as grandes -!




Numa das vezes em que fomos na Feira de São Cristóvão, Davi ainda era bem pequeno e nem andava e eu comprei uma sandália de couro dessas para ele. Desta vez não foi diferente, só que eu tive uma certa dificuldade em encontrar modelos e tamanho para meninos. Ele gostou tanto da sandália que não quer tirá-la mais dos pés.  Claro, é o fator "novidade", mas ele gostou tanto que só quer ir com elas para a escola.




A diferença entre uma e outra.... a pequena vai ficar guardadinha de lembrança...coisa de mãe, né.



Um detalhe: houve um tempo em que as sandálias infantis eram assim: simples, sem muitas firulas, luzinhas, pisca-pisca, cores berrantes ou personagens de desenhos.  Um toque de simplicidade nunca é demais, já que vivemos num mundo onde o clamor do consumismo está cada vez mais alto.  Aproveitei e comprei um par de chinelos de couro para mim também que ficou tão maravilhoso que nem dá vontade de tirar do pé (meu pé é feio, não mostro nem morrendo).

Mas antes o pai havia comprado uma blusa do Ben 10, e aí que o menino ficou com a blusa o dia inteiro, o dia seguinte inteiro e de noite eu consegui lavá-la, para que ele pudesse ir com ela para a escola no dia seguinte. Ah, esse brinquedinho aí durou apenas 2 dias, foi para a escola - "a novidade" - e voltou quebrado, claro.



Visitamos também esta loja que vende bebidas alcóolicas, como cachaças, vinhos e licores.  Havia algumas cachaças feitas com caju, com feijoada, com caranguejo e com... cobra!  Se tu é macho...




Este é o carro que vende literatura de cordel, de que eu não sou muito chegada.  O meu negócio é um "bate-coxa" e um repente.  Eu, que sou super matinê, sou capaz de atravessar uma madrugada inteirinha dançando forró, além de admirar a capacidade de raciocínio rápido dos repentistas. 


Aproveitamos também para tirar uma "foto de família": Seu Lampião, Dona Lamparina e Toco de Vela.


Se você é do Rio não deixe de conhecer a Feira de São Cristóvão, afinal, é o ÚNICO lugar da cidade onde se concentram artesanatos regionais - mesmo que só do Norte e Nordeste - o que já é bastante coisa, porque bem que poderiam haver outros espaços assim que contemplassem as demais regiões, já que não falta neste país é cultura regional, não é?



Ah, sim, novamente, este post NÃO É um publieditorial, é que eu góxtio desse lugar arretado mesmo.