Mostrando postagens com marcador Pintura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pintura. Mostrar todas as postagens

Craftices: Luminária com brinquedos

Eu vi a ideia e aproveitei para fazer para o Davi.

A gente que é mãe de menino tem que segurar a franga porque não tem muita opção de fazer frufrus e lacinhos e coisinhas, não é mesmo?

Mas, ainda assim, dá para fazer coisas legais para o filho, como essa luminária com brinquedinhos.

Nada mais simples do que aproveitar aquela luminária ou abajour com cara de bocó e catar aqueles brinquedos que a criança não quer tanto, que podem ser carrinhos, bichos, super-heróis, peças de Lego.


Primeiramente, colar com cola quente, da forma que quiser.  Após secar, começar a pintura. Primeiro passei tinta em spray branco para plástico, já que os carrinhos são de plástico, depois, spray branco para metais, em tudo.



Por fim, passei generosas demãos de tinta em spray da cor preferida do Davi, o vermelho.  Com cuidado para cobrir a maior parte possível, espacinhos entre os carrinhos e tal.  Tive bastante paciência para pintar, porque mesmo a tinta secando relativamente rápido, como eram várias demãos, eu tive que esperar secar absolutamente tudo, controlando a minha afobação, tanto que comecei num dia e terminei no outro. Ô, glória!

Por fim, passei verniz fixador em spray, a fim de segurar bem a tinta.

E a luminária furiosa do Davi ficou assim:






E se você tem meninas, pode aproveitar aquelas bonecas que estão esquecidas em algum canto também.  Elas - as bonecas e as meninas - vão adorar!


Craftices: Janela porta-retrato

Demorou.  Foi uma gestação.  E um parto bem difícil.  Mas nasceram. E eu estou voltando...

Muita gente já viu em vários lugares o aproveitamento de portas e janelas que iriam para o lixo se transformarem em lindos objetos artesanais, não é? Então que um dia, e isso tem 1 ano (!!!), essas duas portas estavam a caminho do lixo de casa quando eu as resgatei.


Como elas são de madeira maciça, pedi para o pessoal que fazia umas reformas no prédio cortar com sua serra potente, porque uma tico-tico aí iria virar suco.  A parte das treliças eu me desfiz, e hoje me arrependo um pouco, apesar de não ter espaço na casa para aproveitá-los. Fiquei somente com a parte dos vidros para fazer 2 porta-retratos.  E esse processo demorou esse tempo todo...

Para começar, tive que quebrar os vidros - claro! - e fiquei impressionada com a dureza dos mesmos, que aparentavam ser mais frágeis. Grande engano, pois tive que bater com uma boa dose de força com martelo e sempre com óculos de proteção, porque voaram caquinhos pelo ar.


Na parte posterior, havia ainda uma moldura que dava mais peso à peça, e a retirei porque não havia a menor necessidade de ela continuar aí.


Colocar essa madeira no osso foi... osso, porque ela desafiou a própria lixadeira que, ao final, ficou praticamente acabada.  Quanto mais eu e marido lixávamos, mais descobríamos que por debaixo da tinta  havia outra tinta (e, acho, mais outra tinta), mais seca, mais dura e mais medonha de sair.

Começamos com uma lixa nº 60 e parti para a de  nº 50 e não resolvia.  Passei Pintoff várias vezes, que nem fez cosquinhas.  Por fim, só a lixa nº 36 (!!!), a mais grossa que consegui encontrar em toda a galáxia, que foi capaz de tirar um pouco mais essa tinta do cão.  Confesso que no meio do caminho deu um desânimo do tamanho do mundo...


Acredito que essa porta deva ter ficado exposta ao sol e à chuva e não foi muito bem cuidada.  Além disso, parece que quando foi pintada ela não deva ter recebido um fundo preparador e aí, a tinta foi diretamente para a madeira e depois uma sobre a outra e sobre a outra, sem nenhum tratamento.


Passei um fundo preparador, a tinta P.V.A., mas se eu queria um efeito envelhecido, não havia a menor necessidade.  Era deixar até algumas partes mal lixadas que estava tudo bem.  Enfim...

Fiz uma pátina-à-minha-moda, mais colorida, inspirada na pátina mineira, mas não estou certa se foi isso o que fiz, mas eu achei que ficou bem interessante.


Depois de fazer as molduras num papel cartão,  coloquei papel paraná e usei a cola quente para fixar tudo.  Deu certo, até porque eu fico com medinho de colocar pregos e quebrar os vidros, já que não sou profissional e minhas mãos são pesadinhas, né.  Mas aí eu esqueci de fotografar...

E aí, elas ficaram assim:




Eu até poderia pedir para revelar as fotos num tamanho maior, mas como elas estava com esses efeitos, iriam perder a resolução, até porque eu também não queria fotos muito convencionais.

As fotos tiradas são essas:




Beijos.

Craftices: quadrinhos com objetos

Assim como muitas mães babonas, eu também guardo alguns objetos e roupas do Davi, principalmente algumas coisas que foram as "primeiras", digamos assim.   Entre elas, tenho guardada a saída de maternidade, algumas blusas da escola, um par de sapatinhos de pano, a blusinha da primeira Copa do Mundo, entre outros poucos pertences, já que não sou mesmo de ficar acumulando montes de coisas sem uma  utilidade prática.

Um desses objetos é o par de talheres de metal e as sandálias de couro de cabra que compramos numa das primeiras idas à Feira de São Cristóvão.  Esta foi a primeira "sandália dos paraíba" (assim mesmo, sem concordância rsrs) que Davi teve e, claro, foi de pouco uso, já que à época ele não andava.  Resolvi guardá-la pelo carinho que tenho por ela, só que não sabia exatamente como iria fazer.  Guardar coisas de couro, geralmente em lugares fechados ou úmidos, é certeza de mofo e eu não queria me desfazer dela de jeito algum.  Mas como guardar alguns objetos, de forma que não se percam ou que se desgastem?

Foi quando eu tive a luz!  Não, menos.  Comprei quadros de M.D.F. e essas peças do mesmo material, pintadinhas e bonitinhas - porque eu j.a.m.a.i.s. terei a habilidade para pintar coisas pequeninas e com alguma gota de delicadeza.


Depois de preparar os quadrinhos, testei qual seria a melhor combinação dos objetos.



E, ao final, os quadrinhos ficaram assim:





E aí eu me empolguei e agora já têm mais outras coisinhas na fila e fiquei com vontade de enquadrar geral, mas estou me controlando

E assim, eu vou enfeitando a casa com as lembranças do meu menino, porque eu sou, SIM, uma mãe babona.  

Craftices: pintura de garrafas de vidro

Espero que a tua Páscoa tenha sido tão maravilhosa quanto a minha.

Uma colega de trabalho anda consumindo sucos naturais numa garrafinha de vidro super fofa e se lembrou de mim e me trouxe algumas. E daí que eu resolvi testar a pintura em garrafas.


A pintura em garrafas de vidro é muito simples, o contrário do que eu li em alguns lugares.  Utilizei tinta esmalte à base de água com corante amarelo.  Nesse caso aí, essa foi a tinta que restou da pintura dos pés palitos daquela mini-estante.

É só colocar a tinta na garrafa, girar até cobrí-la por completo e deixar a tinta escorrer bem.  Para fixar a garrafa, cortei um buraco num pedaço de papel-cartão e a coloquei de cabeça para baixo dentro de um recipiente e esperei secar, em torno de 30, 40 minutos ou mais.  Depois, passei novamente outra demão de tinta e repeti o processo.  Quanto mais demãos, melhor, mas com 2 demãos eu achei que já estava bom.


Aproveitei o material que já tenho e passei esse fio de sisal ao redor da boca da garrafa e coloquei essas pedrinhas. Com as outras garrafas, fiz 2 enfeites de parede. 


Aproveitei também esses dois pedaços de compensado que sobraram da mini-estante, lixei e passei massa nos buracos.


Para escurecê-los, fiz as pazes com o betume e fiz essa trouxinha com tecido e algodão, que facilitou muito a aplicação.  Ela tem um nome que eu não consigo me lembrar.


E aí, as placas ficaram do jeito que eu queria que a mini-estante tivesse ficado.  Fazendo e aprendendo, né...


Para prender as garrafas nas placas, utilizei essa braçadeira em forma de U, e passei tinta spray para ela ficar mais harmoniosa.


Coloquei um ramo de sempre-vivas nas garrafinhas e aí, elas ficaram assim:




Minha colega já ganhou uma garrafinha bem fofa e eu peço para que ela continue a beber muito, muito, muuuuuuuuito suco.


* As fotos não ficaram boas.

Craftices: Pequena estante e a saga do betume da judéia

Uma aula magna de como fazer tudo errado seria o outro nome deste post, quando decidimos, eu e marido, fazer uma pequena estante de madeira, sem a mínima-noção-básica de marcenaria.  Então, vamos à looooooonga narrativa.

Desde que nos mudamos para o apartamento atual - e isso já tem 6 anos -, eu estive matutando um lugar onde colocar os poucos livros que tenho.  Pensei em estantes, prateleiras e nichos.  Nesse meio tempo, descobri, por exemplo, que eu não sou lá muito chegada a nichos.  Sim, gavetas são nichos, mas não gosto muito delas na composição da sala, digamos assim (sim, eu sei que eu sou enjoada....).

Daí que um dia, fomos a uma marcenaria e compramos uma peça de compensado e pedimos para que fosse cortada em prateleiras de 1,50 x 0,30 cm, o que resultou em 7 prateleiras.  O que fazer com elas?  A ideia era colocar 2 no quarto do Davi, porém, pensando melhor, achamos que não iria ficar bom.  E aí, as elas ficaram guardadas, até que tive a brilhantíssima ideia de fazer uma mini-estante para meus pobres e esquecidos livrinhos.

Medindo o espaço onde eu queria que ela ficasse, achamos melhor fazer uma estante com 1,10 de comprimento, pois não ficaria muito grande nem muito pequena, nem alta.  O "projeto" seria algo mais ou menos assim:
Essa estante seria feita com as seguintes medidas:
3 tábuas com 1,10 x 0,30 cm;
2 tábuas com 0,75 x 0,30 cm;
3 pedaços de 0,30 x 0,40 cm para servirem como divisórias.

#Erro 1#
Comprar compensado. Por que eu não comprei MDF?  Não sei, mas o que eu sei é que o compensado me deu uma sova daquelas, porque além de ter que lixar aos montes, eu tive que emassar outros montes e... sem ter necessidade dessa etapa! Com MDF eu teria apenas que passar uma lixa de leve e resolver a parada rápido.  Além disso, o compensado entorta, fica empinado, o que não acontece com o MDF.  Talvez o compensado tenha sido cortado errado e veio cheio de rebarbas.


#Erro 2#
Cortei 2 divisórias no tamanho errado, o que fez com que eu tivesse que comprar outros 2 pedaços de madeira.  Medi errado e... marido teve que cortar 1,00 cm na munheca, afinal, ainda não temos serra tico-tico (a serra utilizada era emprestada e eu já a havia devolvido ao dono antes de terminar a tarefa.  Mais um erro).

#Erro 3#
Não temos uma peça chamada "sargento", esse da figura abaixo.  Essa peça segura as quinas das peças de madeira, para formar um ângulo de 90º.

Na falta da peça, começamos assim mesmo usando a régua de nível e parafusando as peças de madeira. Achei que colocando as divisórias, a estante iria ficar firme, mas o marido insistia em dizer que precisávamos colocar um tampo nos fundos.  E eu, cabeçuda, querendo uma estante vazada....e a estante sambando prá lá e prá cá, até que, enfim, marido colocou o tal do tampo e ela parou.



Passado esse sufoco, chegou a hora mais esperada: escurecer a madeira.  Eu não queria aplicar tinta, afinal, já tenho alguns móveis na sala com cores diferentes: a mesinha amarela, a cômoda vermelha e o outro criado mudo azul.  Então, decidi utilizar, pela primeira vez in my life, o tal betume da judéia.


#Erro 4#
Usar betume não é nada difícil, muitíssimo pelo contrário.  É só diluir um pouco de betume na aguarráz na medida de 1 x 2, ou seja, 1 medida de betume para 2 medidas de aguarráz ou mais.  O betume tem que ficar bem aguado e caso não se alcance o tom desejado o ideal é passar outra(s) demão(s) até chegar onde se quer.

Passei a primeira demão e vi que o betume começou a marcar as partes onde eu havia passado a massa.  Parei tudo e resolvi passar massa corrida, o que foi uma descoberta incrível, porque a massa corrida é mais fina e seca rápido.  E depois foi lixar tudo novamente.

#Erro 5#
Na segunda vez, não diluí muito o betume, ele não ficou aguado e fui passando com trincha.  O que aconteceu?  O betume ficou muito grosso e escureceu muuuuuuuito, foi além do que eu queria.  Ficou parecendo que eu coloquei açúcar derretido e queimado na madeira.


Fui tentando tirar o excesso, pingando aguarráz na trincha, mas não deu muito certo, sem falar que, no desespero, rolou esponja e estopa, essa última deixando uns fios grudados na estante.  Quanto mais eu tentava tirar o excesso do betume, pior ficava tudo.

A varanda, os vidros, o chão, eu, tudo era uma melecância só.  Betume respingado por todos os lados e eu já querendo jogar a estante pela varanda.  Minhas mãos estavam que eram só betume e nem deu para tirar fotos, senão até a máquina fotográfica iria ficar manchada.

Todo esse processo levou uns 4 fins de semana, porque eu tinha que dividir o tempo com outros afazeres.  Não precisava de nada disso, era só lixar, passar o betume e ser feliz. 

Colocamos a estante no seu lugar, afinal, poderia chover durante a noite e nos dias que se seguiram.  A casa ficou um cheiro só de aguarráz.  E de betume, claro.


Demorou uns 4 dias para esse caldo preto secar e eu não gostei do resultado.  Falei com o marido: vou lixar tudo e começar do zero.  Mas ele, por incrível que pareça, gostou e me impediu de refazer essa doidice.  Então, fica assim mesmo.   Mesmo assim, passei a lixadeira para tirar o excesso do excesso e também para dar uma desgastada e dar um ar de envelhecido para esconder a montoeira de erros.  Para dar um toque diferente, eu encomendei pela Internet pés palitos (não achei em lojas físicas), que pintei de amarelo, para quebrar a escuridão quase total desse.... móvel.

E aí, a mini-estante ficou assim:






Depois de colocar os livros, até que não ficou tão horroroso assim, mas eu daria uma nota 6,8 para mim nessa estante. Ela até que ficou bonitinha e, não fossem os pés palitos, ficaria muito sem graça. Pelo menos agora, meus livrinhos têm um cantinho só para eles...



Craftices: vaso com mosaico

"Há algum tempo" (a introdução para minhas craftices é quase seeeeempre a mesma....), estive procurando por um vaso que pudesse colocar aqueles galhos secos e grandes para compor uma decoração na sala.  Em muitas pesquisas, o valor de algum vaso girava em torno de R$ 80,00 a R$ 120,00, de madeira ou de palha, ou mesmo de plástico ou de barro.  Não, por esse valor eu me recusava a comprar.  Até que um dia, passando em frente a uma olaria, no bairro de Honório Gurgel, resolvi entrar e ver o que havia lá e encontrei esse vaso aí da foto.



Na verdade, esse tipo de vaso é muito utilizado para preparar banhos de ervas em rituais religiosos do candomblé ou da umbanda. Eu não sei o nome correto dele, que vem com uma tampinha para concentrar as ervas. No meio de tantos vasos e alguidares que havia naquela olaria, lá estava ele todo tristinho num canto, pois que tinha uma pequena rachadura.  Como eu me afeiçoei ao modelo, não pensei duas vezes e o adquiri por módicos R$ 27,00.


O que fazer?  O que não fazer?  Pintar? Colar um tecido?  Colar pastilhas de vidro?  Sim, colar pastilhas de vidro e fazer um mosaico (eu ando tão metida....).

Primeiro passo: aproveitar um feriado desses aí para ir para a praia e levar um saco de pastilhas de vidro e um torquês, para adiantar o serviço.  Ninguém vai entender nada, mas quem não tem tempo como eu aproveita o tempo que tem.  Claro que isso foi feito num dia lindo de sol e fresquinho, e não embaixo desse calorão de 48º de sensação térmica dos últimos dias...



Segundo: pastilhas cortadas, hora de começar a colagem, sempre com a cola branca do rótulo azul.



Terceiro: rejuntar - porque é nessa hora que o trabalho realmente aparece.  E aí que eu fui fazer outra coisa e cometi um erro quase fatal: deixei o rejunte secar!  Pois é, o rejunte não pode secar, ele tem que ser retirado ainda fresco.  Quando ele seca, a retirada fica muito mais difícil e aí que a gente começa a usar mais força do que o necessário e tira mais rejunte do que deveria, o que ocasiona muitos buracos.  Conclusão: passei rejunte novamente para cobrir os buracos e nivelar as pastilhas e o retirei ainda fresco.  Aprender, sempre aprender...





Quarto: passar o verniz, conforme orientações da Vero Kraemer, e limpar com a estopa.

Quinto: pintar a borda.


Sexto: colar um pedaço de feltro no fundo, para não correr o risco de acabar com todo o trabalho com um sopetão.



Por último: colocar os galhos - ou qualquer outra coisa que se queira.

E aí, o vaso ficou assim:



Vou dizer o seguinte: eu gostei, achei que ficou muito bonito, mas deu trabalho!  Porque não é apenas cortar e sair colando, porque para ter um resultado razoável, há de se ter paciência para encaixar os pedaços das pastilhas, principalmente se é para dar um efeito aleatório.  Só achei que a galhada ficou comprida demais e talvez ela sofra algum corte.  Na composição do vaso galhudo com a cúpula do abajour, achei que ficou uma mistura de sarapatel com strogonoff e farofa com passas, então, em breve estarei trocando a cúpula.



Para este vaso, o material utilizado foi:

- pastilhas de vidro de cores variadas
- torquês próprio para corte de pastilhas de vidro
- cola branca do rótulo azul
- rejunte flexível
- verniz à base de água
- estopa
- amor

E em breve vem mais coisinhas mosaicadas por aí.

E que comece 2015!!!